Última actualização : 13 de Setembro de 2012.
Claramente, o artista é um privilegiado de uma casta à parte: ele detém o monopólio da criatividade e da originalidade, desejo e criação lhes pertencem. Portanto, não há necessidade de criar, os artistas se encarregam disso no mesmo processo de deixar o pensamento aos filósofos ou a história para aqueles que nos governam, despossuindo-nos de nossas próprias vidas. A privatização da criatividade é típica do mundo que a produz, a delegação permanente de tudo o que faria de nós o que seríamos, se ainda fôssemos alguma coisa, depois de tantas agressões à autonomia individual.
Em Paris, entre 14 e 22 de maio de 2012, realizou-se o primeiro julgamento sob jurisdição antiterrorista aos militantes designados pela investigação como pertencentes ao movimento “anarco-autônomo”. Os seis inculpados, como milhares de pessoas, tomaram parte de diferentes lutas sociais: movimento CPE, revoltas à volta das eleições presidenciais de 2007, lutas contra o internamento dos indocumentados e pela liberdade de circulação… desde manifestações selvagens até sabotagens, a conflitualidade que se expressava dentro das lutas transbordava frequentemente o quadro legal ou as habituais mediações políticas e sindicais. Inês, Javier, Damien, Ivan, Franck e Bruno cumpriram entre 5 e 13 meses de prisão preventiva, e continuaram sob controle judicial até ao julgamento.
Em Paris, entre 14 e 22 de maio de 2012, realizou-se o primeiro julgamento sob jurisdição antiterrorista aos militantes designados pela investigação como pertencentes ao movimento “anarco-autônomo”. Os seis inculpados, como milhares de pessoas, tomaram parte de diferentes lutas sociais: movimento CPE, revoltas à volta das eleições presidenciais de 2007, lutas contra o internamento dos indocumentados e pela liberdade de circulação… desde manifestações selvagens até sabotagens, a conflitualidade que se expressava dentro das lutas transbordava frequentemente o quadro legal ou as habituais mediações políticas e sindicais. Inês, Javier, Damien, Ivan, Franck e Bruno cumpriram entre 5 e 13 meses de prisão preventiva, e continuaram sob controle judicial até ao julgamento.
A 2 de julho de 2012 uma mega operação policial foi lançada na cidade de Tessalónica, com incursões em duas Okupas, buscas, prisão preventiva massivas (inclusive feito em casas como também em várias ruas, os presos foram libertados um dia mais tarde) e detenções. Como consequência, é possível que 25 dessas pessoas venham a ser acusadas a de crimes.
1ª sessão, 24 de Abril de 2012
O julgamento decorreu numa atmosfera muito intensa em Salónica.
Polikarpos Georgiadis e Chrisohoidis Vaggelis são julgados pela segunda vez pelo Tribunal de Recurso.
No primeiro julgamento foram condenados a 22 anos e três meses de prisão por cumplicidade no sequestro do presidente em exercício da SEB (Associação das Indústrias Gregas e Empresas) e de um dos maiores industriais, Milonas.
O julgamento foi o número 17 na lista, mas começou depois das 11h. Durante o (...)
Ivan, Bruno e Damien foram detidos em Janeiro de 2008, quando se dirigiam a uma manifestação junto ao centro de detenção (CIE) de Vincennes. Em sua posse encontraram bombas de fumaça artesanais e pregos retorcidos que, perante a justiça e mais tarde os meios de comunicação, se tornaram numa “bomba de pregos”.
En el 08 de Marzo no nos manden flores…
NOSOTRAS, mujeres, lesbikas, negras, indígenas, campesinas, urbanas y migrantes, no queremos ser homenajeadas el 8 de Marzo. El año tiene 365 días, todos ellos son medios y fines patriarcales y opresivos.
NOSOTRAS no queremos igualdad.
¿IGUALDAD CON QUÉ? ¿Con los hombres neoliberales condenados a la arrogancia, a la eficiencia máxima y a la competencia cotidiana? ¿Con los hombres trabajadores, condenados a la reproducción de un sistema que los explota (...)
Do ponto de vista daquele que se julga capaz de discernir uma rota constante para o progresso humano, e segue por ela, e desenha tal rota no mapa de sua mente, certamente resolverá indicá-la aos outros; fazê-los ver as coisas como ele vê; convencê-los com argumentos claros e simples que expressem seus pensamentos — diante disso é um sinal de pesar e de confusão de espírito o fato da frase «Ação Direta» adquirir de repente na mente das pessoas em geral um significado circunscrito, que não tem, e que certamente nunca teve, nem mesmo no pensamento de seus adeptos.
Sempre que mais do que uns poucos anarquistas se juntam, há discussão. Isto não é surpresa nenhuma, visto que a palavra “anarquista” é usada para descrever um vasto leque de ideais e práticas muitas vezes contraditórios. O único denominador comum é o desejo de nos livrarmos da autoridade, e os anarquistas nem sobre o que é a autoridade concordam, quanto mais sobre que métodos são apropriados para a eliminar. Estas questões levantam muitas outras, e portanto as discussões são inevitáveis.
O texto que se segue foi publicado pela revista La Feuille e faz parte da campanha promovida por Zo d’Axa para a candidatura de um asno chamado Ninguém para as eleições para Câmara de Deputados parisiense de 1898. A constatação do título é uma singela referência aos eleitores medianos de então, o texto inicia como se fosse escrito pelo já referido equino, mas antes da metade d’Axa esquece o Ninguém.